Monthly Archive Dezembro 2017

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Tuk Tuk Elétrico

A Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE) apura que 50% dos ‘tuk-tuk’ ativos em Lisboa já são elétricos, lei que a Câmara da capital esperava implementar em junho, mas ainda não vigora.

 

No fim do ano passado, a Câmara de Lisboa aprovou a submissão a consulta pública do regulamento municipal respeitante à circulação de veículos turísticos, esperando que os veículos devessem passar a ser elétricos “em meados de 2017”.

Porém, o documento ainda não vigora. A agência Lusa questionou o município sobre quando é que isso poderia acontecer, mas não obteve resposta.

Lusa João Tarrana, afirmou que  “A ideia de junho já passou, as coisas andaram e ainda não se desenrolaram”, Lusa João Tarrana é coordenador do Departamento de Animação Turística com Veículos Motorizados da APECATE.

Na opinião do responsável, “com a chegada do Verão vai ser mais difícil que isso aconteça para breve”.

João Tarrana avançou que, segundo dados da associação, “50% da frota de ‘tuk-tuk’ que andam em Lisboa já são elétricos”, mas “neste momento a única solução é comprar” os veículos já nesta condição.

Segundo o coordenador, o “Instituto da Mobilidade e dos Transportes [IMT] não faz a peritagem” dos veículos que sejam alterados para elétricos, pelo que o problema dos empresários “é depois certificá-los”.

Questionado pela agência Lusa sobre esta questão, o IMT apontou que “no âmbito das suas competências, não utiliza o conceito de peritagem”.

“A alteração do tipo de combustível de qualquer veículo, incluindo a conversão de veículos a gasolina/diesel em elétricos, é uma transformação que carece sempre de aprovação e inspeção por parte dos serviços regionais deste instituto, tendo em vista assegurar que não são alteradas as condições de segurança dos veículos”, acrescenta.

O organismo refere ainda que esta inspeção pode ser efetuada “nas instalações de centros de inspeção”, uma vez que “não existe impedimento por parte do IMT à aprovação de qualquer transformação, desde que as mesmas cumpram o que regulrmentarmente se encontrar estabelecido”.

Na lista de preocupações da APECATE estão também os pontos de carregamento.

Não temos sítios para carregar os ?tuk-tuk’, especialmente nos pontos onde há paragens obrigatórias”, referiu João Tarrana, dando como exemplo a Praça dos Restauradores.

A APECATE já havia solicitado à Câmara de Lisboa para que as muitas entidades relacionadas à este assunto se sentassem à mesa para o debater, o que não aconteceu.

“Fomos recebidos por todos [os partidos políticos], menos pelos vereadores que promoveram o regulamento”, apontou, acrescentando que o grupo de trabalho que a associação sugeriu que fosse criado não chegou a ser uma realidade.

Na opinião de João Tarrana, deveria ser criada uma “vereação específica, dada a importância do setor e a necessidade de ordenamento que existe, especialmente nesta parte da animação turística com veículos”.

Quem ocupasse este cargo deveria agir como “um interlocutor”, que “desse respostas aos operadores”, advogou o responsável.

A Lusa colocou várias questões à Câmara de Lisboa sobre este assunto, mas após várias insistências o município apenas referiu que está a “finalizar as conclusões do relatório da consulta pública do Regulamento Municipal Respeitante à Circulação de Veículos Afetos à Atividade de Animação Turística”.

Assim, o município considerou “prematuro estar a adiantar informação que neste documento constará”.

 

Este Artigo encontra-se originalmente na pagina de Observador

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Sintra Portugal

Sintra, apos ter passado por várias grafias em latim e em português, recebeu em finais do século XVI / inícios do século XVII, nomenclatura escrita com ‘C’: Cintra.

 



A modificação deveu-se ao período em que eram fomentados os templos de Sintra ao Sol e à Lua, sob forte influência da poesia da época relacionada à deusa Cynthia – Artemisa (Grécia); Diana (Império Romano); Cynthia por (segundo a mitologia) ter nascido no Monte Kynthos, na Grécia -, aliando-a à Serra.

Assim, ao longo – principalmente – dos séculos XVII, XVIII, e XIX, os historiadores – ou autores ligados aos factos históricos – diziam que Cintra era a corrupção do nome Cynthia – que supunham ter sido atribuído à Serra de Sintra.

Com o aprimorar dos estudos históricos – principalmente – no século XIX, os mesmos historiadores foram deparando cada vez mais com referências arcaicas do Reino de Portugal, em que em português e latim os termos utilizados para o termo que nomeia a Serra.

Por um lado, num exuberante patrimônio natural, sobretudo orográfico – que faz de Sintra um local com características de “micro-clima” – e, por outro, numa intensa, precoce e contínua ocupação humana deste território que teve o seu início há vários milênios. Esta ocupação linear no tempo histórico concretizou-se com a particularidade adveniente de se ter realizado numa paisagem geográfica, climática, botânica e zoológica única como a de Sintra que, ao longo dos séculos, sempre foi encontrando eco nas diversas conjunturas diacrônicas que a história das mentalidades e das sensibilidades tem fixado.

E assim que, hoje, podemos achar em Sintra e no seu significado envolvente uma vila cultural em que de quase todas as eras da história portuguesa é possível encontrar testemunhos e, não obstante, com tamanho e efeito que chegou a ultrapassar, pela sua relevância, as fronteiras deste território.

Eis, pois, Sintra, cuja  sua mais antiga forma medieval, a saber, Suntria, apontará para o radical Indo-Europeu “astro luminoso”, “Sol”.Tal qual é seu brilho dentre as cidades de Portugal.

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